Melhorar a Oratória Assistindo Filmes? (Prepara a pipoca)

In Oratória by Instituto Heverson BarbosaLeave a Comment

Falar em público, oratória, discursos, não são habilidades que muitas pessoas dominam, mas todos sabem a importância dessa habilidade.

Que tal aprender mais sobre este assunto de uma maneira divertida e sem sair de casa?

Sim! É possível aprender coisas bem interessantes para melhorar sua comunicação e oratória assistindo filmes. Fiz uma lista Netflix com os 5 filmes que eu recomendo para que você melhore sua oratória se divertido, caso tenha algum que você indica, deixe nos comentários! O primeiro não poderia ser outro…

O discurso do Rei!

Um filme incrível que trabalha com maestria o tema e ainda nos dá grandes dicas para superar a timidez e o desafio de ter que falar bem em público.

Colin Firth está brilhante na interpretação do rei inglês que tem sérios problemas com a voz; quando ainda é um príncipe e seu pai o convoca para discursar diante da nação, Albert, então duque de York, intimamente conhecido como Berty, não pode evitar que a gagueira interfira em sua fala.

Gago desde os 4 anos de idade, ele não consegue se livrar dos terríveis constrangimentos que acompanham suas manifestações verbais públicas. Pressionado pelo pai e por membros da corte, ele procura insistentemente vários especialistas, mas todos os seus esforços são inúteis.

É quando sua esposa, Elizabeth, interpretada de forma delicada e elegante por Helena Bonham Carter, o convence a tentar um novo tratamento com um fonoaudiólogo nada convencional, Lionel Logue, vivido magistralmente por Geoffrey Rush, candidato ao Oscar 2011 na categoria ator coadjuvante.

No início o príncipe resiste à terapia subversiva, mas aos poucos, quando sente os primeiros frutos desta terapêutica, vai cedendo e abrindo espaço para uma convivência mais íntima com Lionel. Paralelamente seu irmão mais velho, Edward VIII, cria uma situação inusitada na história da realeza britânica; apaixonado por uma norte-americana recentemente divorciada, ele cede aos seus caprichos e gradualmente abandona suas responsabilidades perante o trono, o qual assumiu após a recente morte do pai.

O governo inglês vive um momento difícil justamente em um dos períodos mais conturbados da história mundial, os dias que antecedem a Segunda Guerra Mundial; embora o primeiro-ministro não acredite, inicialmente, na iminência de um confronto bélico, Hitler avança cada vez mais e ameaça a Europa.

É neste cenário tempestuoso que Albert se vê diante de um dilema fatal: como assumir a coroa, no lugar do irmão, e não ter condições de se dirigir a sua nação? De que forma, em um momento histórico tenso e aterrador, ele pode gaguejar diante do seu povo? Sem escolha, ele é obrigado a revestir-se do poder monárquico sob a alcunha de George VI.

Enquanto isso, a amizade cresce entre Albert e Lionel, que atua também como psicólogo de seu cliente e amigo. Seus exercícios e técnicas incomuns levam o rei a criar uma maior autoestima e uma segurança que nunca antes demonstrou. O clímax desta relação ocorre no momento da coroação do novo soberano, quando a confiança estabelecida entre ambos é radicalmente posta à prova.

Pode-se dizer, porém, que a cena mais impactante do filme é o momento em que o rei deve realizar seu primeiro discurso. Não vou além, pois não quero estragar as surpresas que aguardam o público ao longo da história e, com certeza, no seu final. Ao contrário do que muitos podem imaginar o roteiro não é baseado no livro de mesmo título; a versão literária foi escrita pelo neto de Lionel, Mark Logue, com a ajuda do jornalista Peter Conradi.

Ele decidiu escrever esta obra a partir do momento em que foi procurado pela produção do filme para revelar detalhes sobre a biografia do australiano Lionel. Curioso em saber mais a respeito de seu avô, ele saiu à procura de outras informações, as quais deram origem ao livro. As passagens mais importantes, porém, estão certamente concentradas nas telas cinematográficas. Esta produção, que guarda em si um sabor delicioso de história à moda antiga, ganhou os Oscars de melhor roteiro original, ator – super merecido! -, direção e filme.

Fontes:
O Discurso do Rei. Direção: Tom Hooper. Inglaterra. 2010, 118 min. Elenco: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Michael Gambon.

Um dos pontos mais interessantes de oratória trabalhados neste filme com relação a oratória é a questão vocal, se você quer saber um pouco mais sobre este assunto clique aqui para ver este artigo.

JOBS

O segundo filme conta a história do homem que foi exemplo de superação no quesito apresentações, pois teoricamente ele tinha tudo pra não ser um grande comunicador, sua aparência não era das mais inspiradoras, era tímido e era considerado um geek, nerds e introvertido.

Steve Jobs era um gênio brilhante, um líder inspirador e um homem completamente desequilibrado, traumatizado, de humor insuportável, com uma grande tendência à desonestidade. É isso o que mostra o filme JOBS,  dirigido por Joshua Michal Stern e estrelado por Ashton Kutcher, que pretende contar a história da juventude do co-fundador da Apple e, ao mesmo tempo, a história da própria empresa e da computação. A produção estreia por aqui no dia 6 de setembro e GALILEU foi conferir o longa antes de sua chegada nos cinemas.

JOBS conta de forma fiel a história da Apple, desde a criação da empresa na garagem dos pais adotivos de Jobs, passando por seu período de crise nos anos 1990 até o momento em que o seu aparelho mais revolucionário, o iPod, é lançado. Os episódios mais conhecidos do empresário como sua parceria com Steve Wozniack, seus desentendimentos com a diretoria da própria empresa e a forma com que ele trabalhava com sua equipe criam uma trama interessante.

O roteiro falha, no entanto, por tentar fazer com que todas as frases, olhares e momentos de Jobs fossem retratados como o ápice da inspiração. Todas as vezes em que ele fala a seus funcionários, vemos uma plateia de olhar maravilhado e a trilha sonora se torna uma sinfonia que evoca a esperança. Será que todos os discursos do co-fundador da Apple eram tão bem recebidos assim? Os diálogos dos personagens secundários também são forçados como se, a todo momento, todos quisessem abrir seus corações com o protagonista.

Ashton Kutcher, por sua vez, consegue fazer com que o espectador esqueça que existe um garotão de Hollywood interpretando o protagonista e sua caracterização é impressionante. Um ponto negativo que deve ser mencionado, no entanto, é o andar de Kutcher. Enquanto Steve Jobs era conhecido por andar de uma forma peculiar, a imitação do ator nos fez lembrar de um boneco no carnaval de Olinda (tropeçando).

Em resumo, JOBS é uma produção bem-feita, de fotografia incrível e altamente educativa. Traz muitas informações valiosas não só sobre a Apple, mas também sobre o início da comercialização do computador pessoal e da chamada “Era da Informação”. Imperdível para os applemaníacos ou para quem quer seguir carreira em TI. Só recomendamos um certo ceticismo com a forma com que Steve Jobs é apresentado. Não estamos dizendo que ele é mostrado como uma pessoa perfeita e incorruptível, como muitos críticos temiam que aconteceria quando o filme foi anunciado. Aliás, o Jobs de Kutcher está bem longe de um modelo de moral e conduta. Mas é impossível acreditar, como o roteiro apresenta, que todas as suas falas viessem em forma de discurso e de que todos os seus olhares fossem responsáveis por revoluções – embora sua vida completa realmente tenha criado uma.

Sociedade Secreta dos Poetas Mortos

O terceiro filme é um clássico com discursos inspiradores e emocionantes.

O filme relata a historia de um professor chamado Keating que possui métodos de aprendizagem diferenciados da escola onde ele irá trabalhar.

Naquela época os alunos não tinham opção de escolher suas profissões, quem as escolhiam eram seus pais.

Keating incentiva seus alunos a pensar de maneira própria, mas a direção da escola fica insatisfeita com a atuação dele, principalmente quando ele fala sobre a Sociedade dos Poetas Mortos. Os alunos gostam do novo professor e começam a superar seus medos e problemas.

Os alunos formam uma nova Sociedade dos Poetas Mortos e vivem sobre o ideal Carpe Diem.

Eles fazem encontros a noite em uma caverna para ler poemas. Um aluno em questão ganha ênfase no filme, é Neil, apaixonado por artes.

Seu pai quer colocá-lo em um colégio militar, mas Neil não aceita e comete suicídio.

Keating é acusado de ser responsável pela morte do aluno. O diretor assume suas aulas e os alunos fazem uma manifestação a favor de Keating.

Este é um dos meus favoritos!

House Of Cards

Uma verdadeira aula de comunicação, persuasão e influência, se você considera estas habilidades importantes, corra assistir esta série!

House of Cards traçou a trajetória do casal Underwood com suspense e pitadas de espionagem ao longo de três temporadas. Durante os quase 40 episódios, a série da Netflix mudou o foco da trama algumas vezes, trazendo para os holofotes alguns coadjuvantes que não seguraram a história como as estrelas, Frank (Kevin Spacey) e Claire (Robin Wright). No quarto ano, esses altos e baixos somem e todos os causos dentro da Casa Branca se tornam um conto de horror que supera até a temporada de estreia.

Quase todos os elementos sugeridos ao longo da temporada são executados com primazia – da repentina e inédita fraqueza de Frank até o romance sincero e adúltero de Claire, nada soa sem propósito ou fora de contexto. Econômico como nunca, o seriado flerta com um terror psicológico factual e moderno e supera as todas as calamidades anteriores. O tom sereno das falas de Claire e Frank transmitem a psicopatia do casal, que em uma mistura de ganância e vingança faz o espectador identificar na ficção traços de uma realidade bem próxima.

O grande trunfo desta temporada é o ritmo com o roteiro divide a campanha pela presidência e o governo de Underwood. Ao mesmo tempo que precisa levar o país para frente, ele se preocupa em vencer a eleição dentro de alguns meses. A mescla destes dois arcos é feita com um equilíbrio perfeito, dando espaço para que Claire ganha uma importância ainda maior e complemente o vazio deixado nos outros anos, quando ela, apesar de ser primeira dama, só aspirava a ser uma protagonista. Aqui, ela não só está à altura de Frank, como carrega boa parte da história nas costas.

Ao lado disso, os coadjuvantes encaixam na história sem chamar atenção – o que é perfeito. Remy (Mahershala Ali), Hammerschmidt (Boris McGiver), Dunbar (Elizabeth Marvel), Goodwin (Sebastian Arcelus) e Doug (Michael Kelly) são os companheiros perfeitos de trama. Personagens compostos para aflorar características dos protagonistas e acionar gatilhos que evoluem o roteiro. Em outros tempos, metade dessas pessoas disputaram espaço com os Underwood, o que fez a série desviar o foco – este ano ficou provado que a receita do sucesso não é essa. House of Cardsfunciona como um time de futebol com dois craques, pois a vitória vem quando os outros nove jogadores decidem se sacrificar pelos dois melhores – no caso, Kevin Spacey e Robin Wright.

Não é como se ambos já não tivessem entregado performances excelentes. A diferença principal é a quantidade de momentos distintos que os personagens passam, exigindo assim uma atuação mais complexa e menos caricata do casal. Na última metade dos episódios, os dois assumem o manto dos vilões tradicionais, fotografados sempre na penumbra, com maquiagem que enaltece rugas e o olhar sem alma. Seja na Casa Branca (onde Claire tem ótimo diálogo com a mulher de Conway [Dominique McElligott]) ou no Salão Oval (onde Frank tem um surto psicótico com Cathy Durant [Jayne Atkinson]), os recintos de House of Cards aos poucos viram calabouços com ar digno da repressão medieval.

O contra ponto p
erfeito para os Underwood é Will Conway, jovem republicano interpretado por Joel Kinnaman. Usuário de redes sociais, casado com uma inglesa e pai de dois filhos, o político é a versão moderna de Frank. Usa de todos os artifícios possíveis para chegar ao poder, sem esquecer da importância da própria imagem. Com ele em cena, a vilania dos protagonistas fica mais evidente e torna o jogo de poder tão impactante quanto visto na primeira temporada. Ele, ao lado de toda família e staff Conway, é a adição perfeita ao terceiro ato de House of Cards, que envereda de uma vez por todas para um conto moderno de política e terror.

Transformar os trâmites do governo americano em uma tragédia parece banal devido à quantidade de histórias obscuras que envolvem os EUA. House of Cards, porém, torna essa façanha algo louvável por não descaracterizar seus protagonistas ao torná-los tão vilanescos quanto monstros vindos de fantasia. O cuidado técnico do seriado aumenta essa capacidade do roteiro, que toca em temas atuais sem soar datado e faz inúmeras alusões a política contemporânea sem parecer presunçoso. A história de horror em House of Cards assusta pela proximidade com a situação atual do mundo, e principalmente por seus personagens que passeiam entre a ficção e a realidade sem causar no espectador o desconforto de ser uma caricatura de políticos de carne e osso.

O Lobo de Wall Street

Este filme mostra o poder do como se fala e das escolha das palavras certas para influenciar.

Muito se tem falado do novo filme do diretor Martin Scorcese, com Leonardo DiCaprio como o protagonista de “O Lobo de Wall Street”, uma história baseada em fatos reais da vida de um conhecido e bem sucedido executivo do mercado financeiro de Nova York na Wall Sreet da década de 80: Jordan Belfort. A mídia tem alardeado que é um filme que todos nós profissionais de negócios e administradores de todos os níveis e áreas devemos assistir.

O filme conta a trajetória de um jovem de classe média baixa, muito ambicioso e com enorme poder de comunicação e persuasão, além de fortes habilidades em vendas, que sonha em ser rico e vai trabalhar como corretor da bolsa de valores em uma empresa conceituada de Wall Street – o coração financeiro do mundo – e que acaba se enrolando com o governo federal em negócios escusos.

Mas para mim, mais que um filme que fala do mundo dos negócios e a podridão que pode emanar dele, essa história fala de um rapaz inocente e de bom coração que se deixa corromper pelo dinheiro fácil, ilícito e vai se desintegrando ladeira abaixo à base de drogas, bebidas e promiscuidade.

O Lobo de Wall Street é um filme imoral, pois mostra a história verídica de uma pessoa que viveu à margem dos bons costumes, prejudicou seus clientes – que nele confiaram seus investimentos – e chegou ao fundo do poço, mas com uma capacidade enorme de se reerguer.

Na minha opinião esse filme nos faz refletir e questionar – como homens e mulheres de negócios – sobre o que realmente queremos para nossa vida e carreira, até onde queremos e podemos ir, quais são os nossos limites, nossos valores, o que é realmente importante. Nem com todo o dinheiro do mundo eu gostaria de ter um marido como Jordan Belfort, nem me sentiria bem em fazer negócios ilegais, me dando bem às custas da desgraça lheia – mas tem quem não se importe.

Muitos dizem que o dinheiro e o sexo são as engrenagens que movem o mundo, todos sabemos que tem muita gente sacana e inescrupulosa nesse planeta, mas eu também acredito que o mundo está passando por grandes mudanças nos últimos tempos e uma corrente do bem está se formando, que mais cedo ou mais tarde vai mudar por completo o jeito de se fazer negócios em todo o globo.

Eu acredito piamente na sustentabilidade, nas negociações de ganha-ganha, na ética, na humanização do trabalho e dos relacionamentos corporativos e acho que a grande crise da falta de mão de obra qualificada relatada oelo empresariado não é mais do que consequência da maneira pela qual as pessoas estão encarando o ato de trabalhar:

Quase ninguém hoje em dia quer mais vender a alma pelo dinheiro, consumir todo o seu tempo a trabalhar, pelos menos não no negócio dos outros. Existe uma tremenda necessidade de sentir prazer por parte das pessoas, ter um sentido no que se está fazendo, uma consciência de que a vida é passageira e não tem volta, fazendo emergir a necessidade de preservá-la,  de viver e de fazer essa existência valer a pena.

Para o personagem real do filme – Jordan Belfort – interpretado brilhantemente por Leonardo DiCaprio, o pulo do gato para seu negócio crescer e ser bem sucedido, fazendo as pessoas se dedicarem de corpo e alma, inclusive ao ponto de não se delatarem uns aos outros em inquéritos do FBI e ainda serem admiradores confessos do chefe está no fato de que Jordan Belfort fazia todos crescerem na vida e enriquecerem junto com ele.

Quer maior recompensa dentro de uma emprresa do que trabalhar num excelente ambiente, aprender a trabalhar bem e ter excelentes ganhos finnaceiros a ponto de mudar totalmente o padrão de vida para melhor?! Quem não quer ganhar muito dinheiro?!

Quer um chefe melhor do que aquele que acredita em você, te ensina como fazer as coisas direito e te forma, te motiva para a labuta e divide os loiros com você? JORDAN BELFORT EXISTIU E VIVEU ESSA HISTÓRIA, ele não era só um chefe, ELE ERA UM GRANDE LÍDER, apesar das suas atividades serem ilegais, da sua falta de caráter e sua imoralidade, fazia as coisas acontecerem e tinha excelentes resultados.

Realmente esse filme é imperdível para profissionais de negócios, seja qual for sua área e hierarquia, tem boas lições de vendas, gestão, motivação e liderança a nos ensinar, se tirarmos por baixo o fato de o negócio ser ilícito e daninho à sociedade e aos clientes, além do comportamento destrutivo e anti-ético dos executivos, que bebiam, fumavam, cheiravam, tinham um vocabulário chulo e traíam suas esposas com prostitutas, fomentando o mercado do sexo em orgias e bacanais inimagináveis, podemos dizer sim que esse filme tem o que acrescentar e agregar valor à nossa formação. Infelizmente Leonardo DiCaprio não ganhou o Oscar dessa vez, mas foi uma interpretação incrível!

Estes são cinco filmes que você encontra no Netflix que podem te ajudar a melhorar sua oratória e comunicação, minha dica é, assista este vídeos e depois faça uma reflexão sobre o que você aprendeu, tenho certeza que estas lições ficarão mais fixadas em sua memória.

Prometi 5 filmes mas vou recomendar um sexto filme que me lembrei quando escrevia este artigo:

Obrigado Por Fumar

Este filme é muito interessante e com certeza vai te surpreender no que diz respeito a persuasão e influência.

Tem mais algum filme sobre o tema que você recomenda? Então deixe sua sugestão nos comentários.

Até Breve

Heverson Barbosa.

Fontes:
Revista Galileu
I
 – InfoEscola – PortalEducação – OmeleteUol – Administradores.com

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