Como fazer uma apresentação de TCC

In Artigos Comunicação by Instituto Heverson BarbosaLeave a Comment

TCC, monografia, defesa de tese… Tem gente que só de pensar no assunto se arrepia todo! Quando pensa que já está livre do seu trabalho de conclusão de curso, você se lembra que ainda tem que enfrentar a banca de avaliação. Como se essa situação não fosse estressante o suficiente, ainda há a apresentação a ser feita.

Depois de tanto esforço com o trabalho escrito, é muito comum estar esgotado e investir pouco na preparação do material a ser apresentado. Mas estamos aqui justamente para te dar fôlego, a fim de que você continue com o trabalho, já que essa fase é tão importante. Afinal, é na hora da apresentação que você defende as suas ideias e mostra como chegou às conclusões do seu trabalho.

Deseja evitar uma exposição mal-conduzida, demonstrar que você conhece o assunto e está seguro sobre o que escreveu? Veja as nossas dicas e alie conteúdo e layout em uma apresentação marcante!

O que é necessário para fazer uma boa apresentação de TCC?

Não basta ter uma identidade visual que chame a atenção se você não tiver um conteúdo relevante. Produzir um ótimo texto também não adianta, caso a sua diagramação esteja poluída demais.

Como acertar em todos os aspectos que envolvem uma apresentação? Confira estas etapas para chegar ao resultado esperado:

1- Organizando as ideias

Para começar a sua apresentação, deixe o PowerPoint ou a ferramenta que você irá utilizar fechados. O trabalho deve começar em uma etapa preliminar muito importante: a organização de suas ideias.

Reveja o seu trabalho de conclusão de curso e selecione as informações que você gostaria de ressaltar. Depois desse filtro, classifique-as em grupos ou em grandes blocos de informação.

Lembre-se de ser sucinto e destacar apenas os conceitos principais, para que você possa detalhar melhor o que for necessário na sua fala. Nessa fase, você também pode selecionar recursos externos ao trabalho, como vídeos ou imagens que façam referência ao conteúdo abordado.

2- Criando roteiros

Com base nas ideias selecionadas, é preciso criar um roteiro que guie a apresentação. Como no cinema, mesmo. O intuito é dar uma sequência lógica às informações e conciliar o que estará escrito na apresentação, às imagens e à sua fala.

Estruture os slides de acordo com as etapas de apresentação do conteúdo. Fizemos um exemplo para você, logo abaixo:

Introdução

Ao começar a sua apresentação, selecione um título que chame a atenção e procure deixar a plateia curiosa com o que está por vir. Aqui, vale ser menos acadêmico e mais “publicitário”. O slide pode ter imagens que gerem discussão e a sua fala deve apenas expor o tema, sem entregar as respostas, resultados ou conclusões do seu TCC.

Contexto

Depois que a plateia já sabe sobre o que você irá falar, ela se perguntará por que o tema foi escolhido. Comece contando a eles o contexto da situação e o que o motivou a iniciar a sua pesquisa.

Vale falar de textos que você leu no curso que o incentivaram, uma notícia que o fez questionar determinado aspecto ou até uma manifestação cultural que o inspirou. A partir daí, dê o cenário do assunto sobre o qual você irá falar: dados, reportagens, pesquisas e referências bibliográficas que você utilizou durante o trabalho ilustram bem.

Lembre-se que a banca de exame não é leiga. Portanto, deixe o seu ponto de vista e os seus argumentos sempre bem claros, mas saiba que termos específicos e jargões são permitidos nesse tipo de apresentação.

Clímax

Dado todo o contexto, é hora de falar do problema em si, do seu objeto de estudo. Lembre-se que você precisa convencer a plateia da importância de aprofundar o conhecimento sobre o tema. Aproxime-o da vida real e dê exemplos de situações mal resolvidas — para que, logo em seguida, você possa dar soluções para esses problemas.

Argumentação

Agora que você já mostrou o problema e apresentou possíveis soluções, argumente por que acredita que elas são as melhores. Essa é a parte mais estratégica do seu TCC, na qual você irá realmente defender o seu ponto de vista. Capriche e convença a banca!

Conclusão

Por fim, feche o seu raciocínio colocando um ponto para a banca avaliadora. Pode ser para abrir uma discussão, para dizer o que você esperava no início da pesquisa, o que acabou encontrando ou o que espera que o seu estudo provoque.

É claro que, ao aplicar o seu conteúdo nessa sequência, novos tópicos podem surgir, mas a estrutura base não costuma ser muito diferente dessa. Se você quiser ver na prática como a linha de raciocínio funciona, veja vídeos de palestras ou de aulas públicas. Temos certeza que você conseguirá os itens acima.

Sobre como colocar esse método em prática, sugerimos que você crie uma tabela, seja no Word ou à mão, em que cada uma das linhas seja equivalente aos tópicos citados. Depois, crie três colunas para preencher: a primeira, com os assuntos que serão tratados; a segunda, com a imagem que será exibida; e a terceira com o que você pretende falar.

3- Colocando o conteúdo em slides

A arquitetura da informação é um conceito cada vez mais usado. Ele estuda as melhores maneiras de organizar um conteúdo, as suas estruturas e os seus níveis, assim como em uma edificação.

Pense em um site, por exemplo. É com a arquitetura da informação que são decididas as estruturas dos menus, que itens vão em cada uma das opções e em quais níveis. Essa análise também pode ser crucial para a sua apresentação.

Quer saber como fazer o papel de arquiteto e construir a sua argumentação de forma sólida? Confira a seguir:

Seja econômico

Quando você vê uma notícia no computador, você costuma ler o texto inteiro? Boa parte das pessoas pula algumas partes ou para de prestar atenção ao longo das linhas.

Para garantir que a sua mensagem seja captada, economize o máximo possível e coloque somente o conteúdo que é essencial no seu slide. Para isso, retome as ideias que você separou anteriormente e faça um novo filtro. Lembre-se que você poderá aprofundar cada uma delas na fala.

Pense na linguagem

Releia as suas frases e veja se não pode simplificar o que está sendo dito. Ao invés, por exemplo, de escrever “Fulano foi um dos principais pesquisadores da linha e influenciou a todos com a sua tese”, diga “Fulano: principal fonte da linha”. Esse recurso, ainda, faz com que os dados sejam facilmente memorizados pela plateia.

Classifique as informações

Recursos, como o itálico, o negrito, as cores e os tamanhos da fonte não são apenas estéticos, mas direcionam o olhar de quem está vendo a sua apresentação. Por isso, sempre dê destaque ao que for mais importante e crie uma hierarquia entre o que está escrito.

Ilustre o que é dito

Não estamos falando apenas de imagens, mas de recursos que ilustram o conteúdo, como gráficos, fluxogramas, linhas do tempo e esquemas visuais. Essas ferramentas são de fácil compreensão e ajudam a explicar relações entre pessoas, sequência de fatos e proporção de dados.

Abra um novo assunto

Ao incluir um novo tema, mudar de período histórico ou falar de uma situação complementar à que estava sendo abordada, crie um novo slide. O ideal é que você tenha uma ideia por página, não mais do que isso.

Estruturar a apresentação é um quebra-cabeças! Por isso, releia várias vezes o conteúdo na ordem e na forma como você arquitetou e veja se é realmente a melhor opção.

4- Colocando cores e formas na sua apresentação

Agora que você já fez o papel do arquiteto, é hora de colocar o designer que existe dentro de você em ação. Mas, antes de soltar a criatividade, pense em uma palavra-chave: equilíbrio.

Ter muitas ilustrações, cores e recursos faz com que a apresentação fique poluída, cansativa e difícil de ler. O extremo oposto também é pouco aproveitável, pois deixa o visual pouco atrativo e tedioso.

Encontrar o ponto ideal pode ser complicado para quem não está habituado a trabalhar com layout. Mas existe uma fórmula mágica para não cometer nenhum erro nesse momento: a metodologia do dois. Tão simples quanto parece, ela diz que você deve usar, no máximo, dois tipos de cada recurso em sua apresentação.

Duas cores

Ao selecionar a fonte, tenha uma opção neutra e uma para os destaques, como nomes que devem ser ressaltados, títulos e subtítulos. Caso precise criar uma hierarquia da informação com mais níveis, como já comentamos neste e-book, você pode usar o negrito, o itálico e o sublinhado, mas o ideal é manter a padronagem das cores.

Dois fundos

Os fundos dos slides devem manter a mesma regra. Use um tom mais neutro para as páginas de conteúdo e um mais marcante para as quebras de ideias.

Lembre-se de harmonizar essas opções com as fontes, para que a leitura seja facilitada. Quanto maior o contraste (a diferença entre a cor de fundo e a da palavra), mais fácil a leitura. Se não quiser arriscar, o fundo branco é sempre um coringa e, se intercalado com uma cor de personalidade, não deixará o layout desinteressante!

Duas fontes

O estilo da fonte também impacta — e muito — a leitura. Nesse sentido, manter a unidade ao longo de toda a apresentação mantém a linha de raciocínio e garante que a visão do leitor não seja interrompida. Procure usar a mesma regra aqui também, separando apenas os destaques do restante do conteúdo.

Dois estilos de imagem

Costumamos não reparar, mas a escolha de imagens também passa por uma curadoria de estilo, que merece cuidado para não impactar a mensagem. Para facilitar essa escolha, podemos pensar em dois grupos opostos.

Por exemplo: desenhos ou fotografias, preto e branco ou colorido, fotos de perfil ou panorâmicas, em movimento ou congelado, de pessoas ou de paisagens e jornalísticas ou artísticas. Tente fazer a sua seleção entre, no máximo, dois grupos, para dar unidade à sua identidade visual.

Dois recursos gráficos

O uso de recursos gráficos, como setas e esquemas, são muito importantes para simplificar a visualização de dados da sua apresentação. O estilo deles também deve ser cuidadoso, principalmente nos detalhes.

Se você utilizou um gráfico sem preenchimento, por exemplo, todas as demais formas devem seguir esse padrão, mantendo apenas o contorno. Tamanhos e cores também devem ser equilibrados.

Você verá que na prática é muito simples aplicar a metodologia do dois! Com o tempo, ela se tornará algo automático na hora de fazer as suas apresentações.

O que fazer depois que a apresentação estiver pronta?

Se você chegou até aqui, podemos apostar que a sua apresentação está impecável. Para ter certeza de que será bem-sucedido com a banca, falta só treinar o seu discurso. Afinal, de nada adianta ter um conteúdo bem organizado e, na hora H, apenas ler os slides, virado de costas para a plateia.

Com o nervosismo e a falta de prática, é muito comum isso acontecer! Por isso, as nossas últimas dicas são dedicadas à sua postura e à sua fala durante o teste final:

Crie confiança

Todo mundo já passou por uma situação em que “deu branco”. Para que isso não aconteça, é preciso que você esteja muito seguro do que irá falar em cada momento.

Essa confiança só virá com a repetição e com o treino. Portanto, apresente para os seus amigos, para a sua família, para o espelho e até para o seu cachorro!

Não fique preso à ordem

Ao treinar, mantenha a relação do conteúdo, mas também experimente expor o seu discurso sem seguir a ordem dos slides. Isso garante que, caso você seja interrompido por alguma questão da plateia, possa retomar o raciocínio sem dificuldade.

Veja a sua postura

Fique atento à sua dicção e à sua postura corporal. Uma boa dica para ver se você está falando claramente e se está bem posicionado é gravar vídeos dos seus treinos. Com esse recurso, será muito mais fácil fazer uma autocrítica.

Conclusão

Ufa! Com tudo pronto, é só ter uma rotina tranquila no dia anterior e enfrentar a banca examinadora com a certeza de que fez o máximo no seu trabalho de conclusão de curso. Apesar de ser um processo trabalhoso, a preparação da sua apresentação faz com que você aprofunde ainda mais o conhecimento sobre o tema e esteja pronto para situações futuras, seja no meio acadêmico, seja no profissional.

 

Fonte: http://www.smartalk.com.br/5-dicas-infaliveis-para-uma-boa-apresentacao-de-tcc/

 

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